segunda-feira, julho 07, 2008

O Jardim do Corpo



Ninho de palavras escuras, rumor de folhas e de mãos pequenas,insectos de delicada chama,diminutos fulgores silenciosos. Entre confusas claridades verdes,na plena humidade, o fogo abre a flor do corpo,intacta e branca. Os astros acendem-se como animais que sobem a direcção do vento.
Esta é a morada ardente e sossegada,o obscuro jardim do corpo e das palavras lisas. Uma alegria de formas,de sons,de cores. A navegação luminosas pela árvore do corpo,pela sua água,pelo seu horizonte de lábios. O corpo abriu-se e multiplica-se num só corpo e estremece numa ampla respiração como folhagem solar.

António Ramos Rosa

8 comentários:

Cöllyßry disse...

Jardim do corpo, que bela prosa, e bela é a escolha...Corpo ventimenta de um belo jardim que é a Alma...

Terna amiga, meu doce beijo

Cõllybry

Agulheta disse...

Collybry.Lindas as palavras,agradeço.Beijinho Lisa

Maria disse...

Belíssimo texto que escolheste, Lisa.
É bom voltar a ler-te... "um corpo a estremecer", é muito bonito...

Um beijinho

Anónimo disse...

Beijinhos da Manuela

Carminda Pinho disse...

Muito bonito, Lisa.
António Ramos Rosa, é um poeta maior.

Beijos

Agulheta disse...

Manuela. Boa continuação de semana.
Beijinho Lisa

Agulheta disse...

Carminda.
Tens razão poeta maior,gosto muito dele,fala a minha língua,em muitos sentidos.
Beijinho Lisa

Auréola Branca disse...

E o amor abre-se nas suas pétalas rosas, iniciando assim o clico da natireza delicada e romântica dos seres.
Admiro-te!