sexta-feira, maio 30, 2008

Sonho




José Fernandes Fafe é diplomata e escritor. Casado, 2 filhos. Nasceu no Porto em 1927 e formou-se em Histórico-Filosóficas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Com diversas obras publicadas nas áreas da poesia, ensaio e romance, Fernandes Fafe é autor da primeira biografia de Ernesto Ché Guevara ("De Cuba al Terzo Mondo") editada pela Mondadori em finais da década de 60. Embaixador de Portugal, representou o seu País em Cuba, México, Cabo Verde e Argentina. Noutro âmbito, é considerado como o "mentor" da chamada "Esquerda Liberal" portuguesa, sendo o seu livro "A Esquerda, a nova e a eterna" considerado como uma referência incontornável para muitos.

SONHO

Sua presença de mulher foi-se ausentando...
A um gesto seu, diáfano, alou-se o sofrimento...
Tudo era sua voz, mas sem significar
mais que o murmúrio dum encantamento...
Prendia-nos um fio de segredo, murmurado
pelos seus olhos baixados, antes dum sorriso,
com que a meus olhos as coisas se velaram
para lá do seu rosto assim preciso...
Pudor na sua alma ou nos meus dedos?
Como é indizível essa experiência de morrer!
O que me resta é regressar à Vida,
amá-la, delicadamente, como os mortos
— se os mortos pudessem reviver.

quarta-feira, maio 28, 2008

Desafios




A Amiga Carminda do blog Fórum-Cidadania, me desafiou a publicar os pequenos ódios!

De certa forma como não sou mulher de guardar rancor a ninguém vou tentar ser a mais correcta possível (ódios pequenos)

Detesto – fazer de mim “tola ou parva”

Andar arrumar— E homem a sujar

Não gosto— De puxa sacos

Não gosto De Gente— Racista

Detesto— Pessoas que só olham para si

Detesto— Gente mentirosa e aldrabona

Tenho raiva— Políticos sujos e sem princípios!

Pronto amiga, estas são algumas poderia citar mais, mas não vale a pena, fica para a próxima, acho que fiz sete mas como é o meu numero de sorte fica por aqui

Sei que não será fácil para alguns fazer isto...mas vá lá! só esta vez,e não digam que não tenhem um pequenino (ódio) a alguém?desabafem um pouco,ningém leva a mal

Isto vai para
Manuela
Sophia
Maria
Amigona
Chicahilheu
Salomé

E por hoje chega

terça-feira, maio 27, 2008

Rosas




As rosas assumem significados diversos de acordo com as cores que suas pétalas apresentam.

Rosa Vermelha
A rosa vermelha, a mais desejada e admirada entre todas as outras, simboliza o amor;

Rosa Cor-de-rosa
As rosas cor-de-rosa em tom mais escuro querem dizer gratidão e estima, enquanto as de tom mais claro significam admiração e simpatia;

Rosa Cor-de-laranja
As rosas cor-de-laranja ou coral significam entusiasmo e desejo e as rosas-de-chá híbridas querem dizer "sempre lembrarei de ti";

Rosa Branca
As brancas, por sua vez, assumem vários sentidos, como os de inocência e pureza, reverência e humildade ou de segredo e silêncio;

Rosa Amarela Em geral, as rosas amarelas significam satisfação e alegria.

Rabiscado por Agulheta

domingo, maio 25, 2008

Pequena Elegia Chamada Domingo



O domingo era uma coisa pequena.
Uma coisa tão pequena
que cabia inteirinha nos teus olhos.
Nas tuas mãos
estavam os montes e os rios
e as nuvens.
mas as rosas,
as rosas estavam na tua boca.

Hoje os montes e os rios
e as nuvens
não vêm nas tuas mãos
(Se ao menos elas viessem
sem montes e sem nuvens
e sem rios.)
O domingo está apenas nos meus olhos
e é grande.
Os montes estão distantes e ocultam
os rios e as nuvens
e as rosas

Eugénio de Andrade

quinta-feira, maio 22, 2008

Falar de Amor




Hoje vou falar de Amor! se calhar do meu amor aquele que não tem hora não tem dia,mas sim a luta diária do trabalho do companheirismo, luta de contar as fraquezas e as incertezas da vida.
Mas sobretudo falar de Amor! Muito amor,aquele que resiste ao tempo as intempéries a tempestades das ocasiões,do compre e pague depois,sim porque este é falso,não tem sustentação é muito superficial;gosto do Amor que dá e recebe sem olhar, a coisas aos dias e as horas,tem de estar presente na luta do dia a dia,e quando cansada das lides tem um abraço mas aquele do tamanho que deve ter o amor para acolher e relaxar,do tempo gasto das coisas reais que tem o amor,verdade carinho e ternura,este é o Amor que gosto... O meu.

terça-feira, maio 20, 2008

Os Meus Heróis




Prezo os símbolos, o rasto e os sinais
da minha nostalgia portuguesa.
Mas os meus heróis verdadeiros não vêm na história;
não têm monumentos nas praças domingueiras
nem dias feriados a lembrar-lhes o nome.
São heróis dos dias úteis da semana:
levantam-se antes do sol e recolhem apenas
quando a noite se fecha nos seus olhos.
Lavram a terra, o mar, e são jograis
colhendo a virgindade pudica da vida.
Sobem aos andaimes, descem às minas
e comem entre dois apitos convulsivos
um caldo de lágrimas antigas.
São os construtores do meu país, à espera!
Mouros no trabalho e cristãos na esperança;
famintos do futuro, como se a madrugada
fosse seara imensa apetecida
onde o sol desponta nas espigas
sobre o casto silêncio da montanha

António Arnaut

segunda-feira, maio 19, 2008

Cultura de Paz



(Foto Tirada da Net)

Cultura de Paz: A ONU definiu o conjunto de valores, atitudes, tradições, comportamentos e estilos de vida associados à cultura de paz na Declaração e Programa de Acção sobre uma Cultura de Paz, divulgada em 13 de Setembro de 1999. Diversas instituições em todo o mundo aderiram a esta declaração e se empenham na concretização destes ideais.

Uma Cultura de Paz é um conjunto de valores, atitudes, tradições, comportamentos e estilos de vida baseados:

No respeito à vida, no fim da violência e na promoção e prática da não-violência por meio da educação, do diálogo e da cooperação;
No pleno respeito aos princípios de soberania, integridade territorial e independência política dos Estados e de não ingerência nos assuntos que são, essencialmente, de jurisdição interna dos Estados, em conformidade com a Carta das Nações Unidas e o direito internacional;
No pleno respeito e na promoção de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais; No compromisso com a solução pacífica dos conflitos;
Nos esforços para satisfazer as necessidades de desenvolvimento e protecção do meio-ambiente para as gerações presente e futuras;
No respeito e promoção do direito ao desenvolvimento;
No respeito e fomento à igualdade de direitos e oportunidades de mulheres e homens;
No respeito e fomento ao direito de todas as pessoas à liberdade de expressão, opinião e informação;
Na adesão aos princípios de liberdade, justiça, democracia, tolerância, solidariedade, cooperação, pluralismo, diversidade cultural, diálogo e entendimento em todos os níveis da sociedade e entre as nações; e animados por uma atmosfera nacional e internacional que favoreça a paz.”
(Fonte: ONU, 2004).

É Pazeando que vamos construindo uma Cultura de Paz. Pazear é um verbo, ou seja verbo é acção. Pazear é promover ou estabelecer a paz ou harmonia. Em Londrina foi criado o 'Movimento pela Paz e Não-Violência – Londrina Pazeando', que tem como princípio o conceito de não-violência, ensinado e vivenciado por Gandhi e pelos heróis pacifistas.

A missão do Londrina Pazeando é contribuir para a construção de uma Cultura de Paz e Não-Violência no município de Londrina, por meio da mobilização das pessoas ligadas às organizações do terceiro sector, às empresas e ao Estado, para que todos possam viver em paz e harmonia plena.

Já a sua visão é a da construção de uma sociedade, onde a cultura seja de paz e não-violência; e os conflitos sejam resolvidos de forma pacífica, a exemplo dos heróis pacifistas.

São seus valores: Valorização dos direitos humanos; Respeito e amor ao próximo; Cultura da não-violência activa; A verdade sempre; Diálogo entre as diferenças; Educação para valores humanos; Ética e transparência nas acções.

"Perante tudo isto que lemos e divulgamos,pergunto! como se pode viver em paz, se tantos fazem a guerra,por tantos motivos,uns pelo dinheiro outros por armas,outros por petróleo e gás" e mais uma vez ficamos impávidos perante esta injustiça para o Povo da Birmânia? deixar morrer a fome só porque uma junta militar e ditadora,não deixa chegar auxilio ao seu povo em primeiro lugar,depois ver se esta ajuda é real ou de interesse por parte das grandes potências?

domingo, maio 18, 2008

Frase





"O ingrediente crítico é arregaçar as mangas e fazer algo. É tão simples quanto isso. Um monte de pessoas tem idéias, mas existem poucas que decidem fazer algo em relação a elas agora. Não amanhã. Não na semana que vem. Mas hoje. O verdadeiro empreendedor é um realizador. "


( Nolan Bushnell )

sexta-feira, maio 16, 2008

Desafio




De uma querida amiga que visito,da qual muito gosto, a mesma me fez um desafio aqui fica o nome Maria do Cheiro-da Ilha,o link é este... http://ocheirodailha.blogspot.com/ onde, «São-nos pedidas seis palavras para uma “muito curta” biografia (ou conceito).pois como sou pessoa transparente aqui vai o meu conceito,a foto que aqui coloco foi oferecida por outra amiga,do blog (chicailheu)

EU SOU

MARIA ELISA

M-Mãe,permanente
A-Amavél
R-Rio de águas claras
I-Independente
A-Amizade sempre

E-Esperança permanente
L-Liberdade sempre
I-Idealista,lutar pelo ideais
S-Solidária,a qualquer hora presente
A-Amor----Sempre o grande elo na minha vida

Agora os amigos aqui vai

Carminda http://forum-cidadania.blogspot.com/
Sophia-http://sophiamar.blogspot.com/
Papoila-http://a-papoila.blogspot.com/
Manuela-http://simplesmentemanuela.blogspot.com/
Cinda-http://cindamoledo.blogs.sapo.pt/
Salomé-http://tempoparaamar.blogspot.com/

quinta-feira, maio 15, 2008

Uma Data



Praça Carlos Alberto Porto

Um povo sem história para mim será um povo triste;e como de uma longa historia se trata, nunca devemos deixar a mesma em mãos alheias para que conste
Pois desta mesmo que estou a falar, eu tinha sete anos na altura, mas tive uns excelentes pais que me ensinaram, o que a vida era realmente, pois nunca devemos ser indiferentes, sejam os pais professores e educadores a lhe ensinar o que se passou realmente, para que não se deturpe a ideia de uma criança, um jovem e homem de amanhã.
Hoje ao ler os jornais diários,li e de muito bom grado as noticias citadas,para o jornal que tem o dever de informar,agora para os familiares deste Homem de letra grande,que não está entre nós,mas que seus familiares filha e neto lhe façam justiça,pela verdade; ou não somo um País democrático e livre de pensamento para o fazer! E um dever e dizer a verdade, e somente a verdade doía a quem doer.
Agora estas noticias lidas hoje.


"Brigada espancou-o até à morte"

Os portugueses merecem a verdade. O meu avô foi selvaticamente espancado até à morte", afirmou Frederico Delgado Rosa, neto do general, em declarações aos jornalistas, no Porto, após a inauguração da estátua de Humberto Delgado, na Praça de Carlos Alberto, a poucos metros do local onde funcionou a sede da campanha presidencial de 1958. Frederico Delgado Rosa defende, na biografia do avô, que Humberto Delgado morreu na sequência de um "espancamento", e não atingido por um tiro, conforme sustenta a versão oficial. "Os juízes do tribunal militar, quando receberam os resultados da autópsia, feita em Espanha, souberam que era uma verdade que não lhes convinha", referiu. "O tribunal (de Lisboa, em 1978) fabricou uma mentira estrondosa". "A morte a tiro fez do autor material, o inspector Casimiro Monteiro, o único bode expiatório do homicídio. A tese dos juízes é que a brigada (da PIDE) não foi para matar, mas para prender o general", salientou. Também Artur Santos Silva salientou que o general "não foi morto a tiro, mas à paulada". "Seria bom que se permitisse um julgamento na praça pública", concluiu.

Fonte Jornal Noticias Hoje


"Margarita Moreira

Professora


Margarita Moreira nasceu na Venezuela há 47 anos e só recentemente se interessou pela figura do "general sem medo". "É impressionante. Quanto mais leio sobre Humberto Delgado, mais fascinada fico. Pensar que, em 1958, em plena Ditadura, um só homem conseguiu juntar 200 mil pessoas numa manifestação leva-me às lágrimas. Fico arrepiada só de olhar para as fotografias", confessou. Confidenciando que, "se o general fosse vivo, era uma fã incondicional dele", Margarita Moreira lamentou que os mais jovens pouco saibam do general Humberto Delgado e do seu papel na queda do Estado Novo. "É uma figura incontornável da nossa História e deveria constar dos programas escolares", referiu. A professora não arredou pé da Estação de S. Bento enquanto não chegou IVA Delgado, e foi possível vê-la, igualmente, na cerimónia de lançamento da biografia do general Humberto Delgado. "Não posso perder estes momentos", contou. Fonte JN

Cidade recordou coragem do general Humberto Delgado


Estátua de Delgado da autoria de José Rodrigues (ao fundo, na foto, com Artur Santos Silva) Frederico Delgado Rosa autografa biografia de Humberto Delgado



Reis Pinto, Artur Machado

O Porto recordou, ontem, uma das maiores manifestações que a cidade já conheceu. No dia 14 de Maio de 1958, o general Humberto Delgado iniciou, no Porto, a sua campanha para as eleições presidenciais e tinha à sua espera cerca de 200 mil pessoas. "O povo estava farto e Delgado aparecia como capaz de ganhar as eleições. Impressionou-me a sua coragem, pois sabia que estava a jogar a sua vida", recordou, ontem, Coelho dos Santos, na inauguração da estátua do general (da autoria de José Rodrigues), na Praça de Carlos Alberto, integrada nas comemorações dos 50 anos da campanha presidencial.

O advogado, único sobrevivente do grupo de 10 notáveis que fez parte da comissão de candidatura de Delgado, sublinhou que "a marcha dos povos é árdua e deixa algumas vítimas pelo caminho". "Com o seu assassinato, Delgado fez prova da ilegitimidade do regime".

A recordação dos 50 anos da campanha de Humberto Delgado foi ainda marcada pelo lançamento da biografia do general, escrita pelo neto, Frederico Delgado Rosa, comentada por Artur Santos Silva.

"Esta é também a história do Estado Novo, dos seus processos. Depois daquele dia, acabou a liberdade de manifestação em Portugal. Não fosse isso e o regime tinha caído na rua. Seguiu-se uma fraude eleitoral gigantesca", afirmou o banqueiro.

O presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, evocou, por seu lado, a "grandeza de alma" e a "força moral" de Delgado e considerou que "o destino dos povos é feito pelo contributo dos homens e mulheres que são capazes, em momentos decisivos da História, de assumir o papel de intérpretes da vontade colectiva".

Integrado nas comemorações, organizadas pelo Governo Civil, Câmara do Porto e Fundação Humberto Delgado, foi inaugurada, na estação de S. Bento, uma exposição fotográfica da chegada ao Porto.

"É com grande emoção que vejo estas fotos. Na altura, esperei pelo meu pai, em Santa Apolónia, em Lisboa. Não havia notícias sobre o que tinha acontecido aqui, mas pela onda de repressão que se abateu sobre Lisboa, percebemos que algo de grandioso se tinha passado. Foi uma epopeia decisiva", afirmou, ao JN, IVA Delgado.
Fonte JN

terça-feira, maio 13, 2008

A Poluição Atmosférica


Foto da Net

A poluição atmosférica resulta da emissão de gases poluentes ou de partículas sólidas na atmosfera.

Pode provocar uma degradação dos ecossistemas devido ao lançamento de inúmeras substâncias (radioactivas, ácidas,Recalcitrantes , etc.) e não respeita fronteiras, por isso pode se tratar de um problema local e transfronteiriço. Este tipo de poluição pode dar origem ao efeito estufa, às alterações climatéricas, à diminuição da qualidade do ar, a problemas de saúde nos seres vivos como diversas doenças respiratórias, diversos tipos de cancros, entre outros
Sobre a saúde humana a poluição atmosférica afecta o sistema respiratório podendo agravar ou mesmo provocar diversas doenças crónicas tais como a asma, bronquite crónica, infecções nos pulmões, enfisema pulmonar, doenças do coração e cancro do pulmão.

Os poluentes atmosféricos podem afectar a vegetação por duas vias: via directa e via indirecta. Os efeitos directos resultam da destruição de tecidos das folhas das plantas provocados pela deposição seca de SO2, pelas chuvas ácidas ou pelo ozônio, refletindo-se na redução da área fotossintética. Os efeitos indirectos são provocados pela acidificação dos solos com a consequente redução de nutrientes e libertação de substâncias prejudiciais às plantas, resultando numa menor produtividade e numa maior susceptibilidade a pragas e doenças.

Os efeitos negativos dos poluentes nos materiais resultam da abrasão, reações químicas diretas ou indiretas, corrosão electroquímica ou devido à necessidade de aumentar a frequência das ações de limpeza. As rochas calcáreas são as mais afectadas, nomeadamente pela acidificação das águas da chuva.

Os odores são responsáveis por efeitos psicológicos importantes estando associados, sobretudo, aos locais de deposição e tratamento de resíduos sólidos e a algumas indústrias de que são exemplo as fábricas de pasta de papel.

segunda-feira, maio 12, 2008

Datas Aniverssário


Foto da Net

Manuel Alegre de Melo Duarte (Águeda, 12 de Maio de 1936) é um poeta e político português, foi opositor do regime salazarista.

Esteve exilado na Argélia durante o período Estado Novo. É membro destacado do Partido Socialista português, partido do qual foi fundador e Vice-Presidente e pelo qual é deputado na Assembleia da República. Concorreu em 2004 às eleições internas para Secretário-Geral do PS, tendo perdido para José Sócrates.

Estudou Direito na Universidade de Coimbra. Desde muito cedo demonstrou os seu ideais políticos. Cumpriu o serviço militar na guerra colonial em Angola. Nessa altura, foi preso pela polícia política (PIDE) por se revoltar contra a guerra. Em paralelo à carreira política, produziu larga obra literária que lhe conferiu notoriedade tanto nos meios académicos como nos meios populares. Destaca-se sobretudo a sua obra poética.

Recebeu numerosos prémios literários e o Prémio Pessoa em 1999. Em 2005 é académico correspondente da Academia das Ciências de Lisboa.

Também recebeu o primeiro prémio do Festival RTP da Canção, com seu poema Uma flor de verde pinho, musicada por José Niza e cantada, com toda pompa e circunstância, por Carlos do Carmo, vencendo canções de Ary dos Santos.

Em Setembro de 2005 anunciou a sua candidatura às eleições para a Presidência da República realizadas em 22 de Janeiro de 2006. Alegre obteve 20,72% dos votos, não conseguindo evitar a vitória à primeira volta de Cavaco Silva, mas conseguindo um resultado superior ao de Mário Soares, candidato oficial do Partido Socialista.

Após as eleições, formou um movimento cívico, denominado Movimento de Intervenção e Cidadania.

As Mãos

Com mãos se faz a paz se faz a guerra.
Com mãos tudo se faz e se desfaz.
Com mãos se faz o poema - e são de terra.
Com mãos se faz a guerra - e são a paz.

Com mãos se rasga o mar. Com mãos se lavra.
Não são de pedras estas casas, mas
de mãos. E estão no fruto e na palavra
as mãos que são o canto e são as armas.

E cravam-se no tempo como farpas
as mãos que vês nas coisas transformadas.
Folhas que vão no vento: verdes harpas.

De mãos é cada flor, cada cidade.
Ninguém pode vencer estas espadas:
nas tuas mãos começa a liberdade.

Manuel Alegre

domingo, maio 11, 2008

Chamada de Atenção


Foto da Net

Quando não saio de casa ao Domingo, gosto bastante de andar a vontade, e ler o que gosto jornais revistas e afins para colocar a escrita em dia.
Hora hoje ao ler este jornal http://dn.pt dou de caras com uma entrevista de um Senhor Deputado, do qual até tenho consideração, mas o mesmo nesta entrevista me deixou um pouco sentida, perante a sua afirmação do quanto ganhava,como político claro,fora o "resto"que nem falou e acho que nem devia falar em números, pois dos mesmos andamos cheios de ver todos os dias.
Agora são os directores outras vezes os deputados os Médicos etc.etc.etc, mas como este país tão pequeno e tão mesquinho se pode vangloriar-se disto quando a grande parte dos Portugueses ganham a triste miséria de poucos euros (350) pois ainda tem que pagar renda de casa dar de comer aos filhos vestir e calçar? Para não falar nos reformados que tenham que ir comer a sopa a quem lha possa dar, para fazer fase as estas disparidades da sociedade.
É este país que estes políticos falam que está tudo muito bem, não creio realmente, é urgente pensar na pobreza que invade o país, e dar soluções, deixar a fala dura para depois, e falar em algo prático e corrente que todos consigam entender.
Dou de conselho que leiam e pensem um pouco se este valor é pouco! fora o resto, como o resto dos pobres podem viver

Agulheta

sexta-feira, maio 09, 2008

Palavras




Quando um dia criei este blog, tinha uma finalidade … seria só escrever sobre Bombeiros.
Passados alguns tempos, vinham amigos e gostavam de saber mais acerca do socorro e suas valências e informação uma mais valia. Com o tempo pensei solenemente se devia, pois para dizer as verdades, podem ficar doridos alguns, pois é uma causa muito nobre altruísta sendo a verdade e dedicação, como sempre ao longo da vida, a tudo que me dedico. O faço sempre com amor e dedicação, mas o tempo assim não dita. Muita indiferença pela causa, muito aproveitamento por “alguns”não todos, uns por currículos outros por outras coisas, mas a outros que sabem soar a camisola como o fiz ao longo da vida, o meu agradecimento.
Mudando de questão, vejo que alguns amigos que por aqui neste modesto recanto passaram, deixaram palavras escritas, alguns jamais apareceram! Mas como o meu pensamento é livre, não posso calar o que muitas vezes me vêm a cabeça do passado,e como todos devemos pensar pela nossa cabeça, e eu penso com a minha. O que escrevo do mesmo sou responsável e como tal devemos gritar alto, quando o coração chora, nas datas de alguma coisa. A minha amizade permanece. Este espaço aqui está a quem vier por bem, ou simples visita, a todos, de coração, posso dizer que foi um desabafo do instante, por um comentário que li em algures. Mas não estejam a pensar que desisti de coisa alguma, longe disso, vou continuar a escrever o que o coração grita e fala alto
Boa semana a todos Agulheta

quarta-feira, maio 07, 2008

Anos Sessenta



"Recepção a Humberto Delgado na Estação de S. Bento"

Os anos sessenta,foram os mais conturbados da minha vida.Primeiro pelas vivências políticas em casa,era um acordar em aflição a qualquer instante,sempre por causa do Pai,logo no fim dos anos cinquenta foi uma luta de conseguir,que Humberto Delgado fosse eleito,e houvese a derrota do regime era eu muito pequena.Com a vinda do mesmo ao Porto, em casa a minha mãe tinha sempre o coração nas mãos,pois a qualquer hora o Pai podia ser preso,ele era o sustento dos filhos,pois o que a Mãe conseguia como costureira,não seria o suficiente para a casa.
Me lembro bem,criança de pouca idade e o Pai ter de fugir,com outros amigos para parte incerta para não ser levado,onde deixou a minha mãe com grande aflição não sabendo o paradeiro do mesmo,ela o procurou em todos os lados e nada soube.Até que um dia de madrugada,onde o mesmo entrou pelo quintal,e vinha como um pobre,barba grande sujo e cheio de fome.
Nesse mesmo ano ele pensou em nós e acalmou um pouco,mas logo de seguida vieram mais e sempre mais,até um dia pelas seis horas da manhã,alguém bater a porta de mansinho e ser a PIDE,para o levar preso,onde a porrada a humilhação foi tanta a frente dos filhos crianças,que algum dia jamais irei esquecer,o que disseram e fizeram.
Só tenho pena que este Portugal de Abril,não fizesse justiça por aqueles que humilharam,bateram e maltrataram e que um dia se há uma justiça o possam fazer.
Irei a qualquer altura continuar até que a memória deixe o meu sentir,peço desculpa que quem não gostar de ler,feche a porta por favor devagar,para que o coração não sinta a dor,mas que os anos nunca apagaram a mesma

terça-feira, maio 06, 2008

Maio 68: Quarenta Anos Depois


Foto da Net


Foi numa Europa pejada de jovens. Numa França em que os números de jovens a estudar representava 16% da população, um total de 8 milhões. Descontentes com o sistema de ensino tradicional e com uma sociedade ainda castradora, os estudantes foram o primeiro sector da sociedade a mostrar a sua insatisfação. Um movimento que se alastrou rapidamente e que, durante um mês, fez tremer o poder instituído em França.

Na Universidade de Nanterre, nos arredores de Paris, a insatisfação deflagrou com ocupações do edifício e confrontos com as autoridades. No segundo dia de Maio a Universidade de Nanterre é encerrada depois de incidentes entre a polícia e os estudantes. Um dia depois é a vez da Universidade de Sorbonne, que na altura estava ocupada por estudantes. A carga policial por parte das Companhais Republicanas de Segurança (CRS) foi forte e resultou na detenção de vários estudantes.

«É proibido proibir»

À provocação dos estudantes a polícia reagiu com repressão. A zona de Quartier Latin, onde fica a Sorbonne, foi palco das primeiras barricadas e continuou a ser um dos principais pontos de agitação. Desses confrontos resultaram centenas de feridos ao longo do mês.

Na noite de 10 para 11 de Maio acontecem os distúrbios mais violentos. Entre carros incendiados e pedras da calçada arrancadas e usadas como armas de arremesso, o confronto entre polícias e estudantes foi marcante.

Aos estudantes juntam-se os trabalhadores

Outros sectores da sociedade começam ao mesmo tempo a juntar-se à revolta. Os sindicatos apelaram à greve e os operários corresponderam a esse apelo. Reclamavam melhores horários de trabalho e salários mais justos. De 200 mil operários em greve, passou-se para 2 milhões. Até que no ponto mais alto do conflito eram cerca de 10 milhões os trabalhadores em protesto.

Os confrontos com a polícia alargaram-se para outras cidades do país. Foi na segunda metade do mês de Maio que o presidente Charles De Gaulle falou ao país, quando a actividade económica francesa já se encontrava praticamente parada. No dia 30 de Maio De Gaulle dissolve a Assembleia Nacional e ameaça usar as Forças Armadas para controlar a agitação.

A calma depois da tempestade

No final de Maio a calma começou a regressar, e os bens e serviços essenciais voltaram a estar disponíveis. Os sectores mais conservadores dão início a uma vaga de apoio ao general De Gaulle, que acaba por ganhar as eleições de Junho com larga vantagem.
Os partidos de esquerda saíram das eleições com menos força na Assembleia e sob o peso de uma derrota. A sociedade francesa tinha sido abalada por um movimento repentino que sacudiu as instituições e que serviu para repensar, nas décadas seguintes, os costumes, as ideias, o papel das minorias.
Um dos ícones do Maio de 68 vem a Portugal
Daniel Cohn-Bendit foi uma das caras e vozes mais importantes da revolta estudantil de Maio de 68. Estudante na Universidade de Nanterre, e actualmente deputado no Parlamento Europeu, Cohn-Bendit liderou grande parte das acções de revolta. No dia 12 de Junho vai estar na Fundação Mário Soares para uma conferência sobre o Maio de 68, numa altura em que se comemoram os 40 anos do movimento.

segunda-feira, maio 05, 2008

Palavras Albert Einstein



Foto da net

"Conhecia também o risco universal causado pela descoberta da bomba. Mas os sábios alemães se encarniçavam sobre o mesmo problema e tinham todas as chances de resolvê-lo. Assumi portanto minhas responsabilidades. E no entanto sou apaixonadamente um pacifista e minha maneira de ver não é diferente diante da mortandade em tempo de paz. Já que as nações não se resolvem a suprimir a guerra por uma acção conjunta, já que não superam os conflitos por uma arbitragem pacífica e não baseiam seu direito sobre a lei, elas se vêem inexoravelmente obrigadas a preparar a guerra. Participando da corrida geral dos armamentos e não querendo perder, concebem e executam os planos mais detestáveis. Precipitam-se para a guerra. Mas hoje, a guerra se chama o aniquilamento da humanidade. Protestar hoje contra os armamentos não quer dizer nada e não muda nada. Só a supressão definitiva do risco universal da guerra dá sentido e oportunidade à sobrevivência do mundo. Daqui em diante, eis nosso labor cotidiano e nossa inabalável decisão: lutar contra a raiz do mal e não contra os efeitos. O homem aceita lucidamente esta exigência. Que importa que seja acusado de anti-social ou de utópico? Gandhi encarna o maior génio político de nossa civilização. Definiu o sentido concreto de uma política e soube encontrar em cada homem um inesgotável heroísmo quando descobre um objectivo e um valor para sua acção. A Índia, hoje livre, prova a justeza de seu testemunho. Ora, o poder material, em aparência invencível, do Império Britânico foi submergido por uma vontade inspirada por ideias simples e claras.

Albert Einstein

domingo, maio 04, 2008

Mãe





Mãe
terminou o tempo
de sorrir
desculpa-me a morte,das plantas

Tatuei a tua antiga,imagem loura
em todos os pulsos,que anjos
inclinam,de existires

Perdi-me noite na planície branca
sobrevivente das madrugadas da memória

Trocaram-me os dias
e as ruas de ancas,verticais
e nas minhas mãos incompletas
trouxe-te
Um naufrágio de flores,cansadas


E o único jardim de amor,que cultivei
De navios ancorados ao espaço

Maria Teresa Horta

sexta-feira, maio 02, 2008

Golfinhos




Os golfinhos ou delfins são animais mamíferos cetáceos pertencentes à família Delphinidae. São perfeitamente adaptados para viver no ambiente aquático, existem 37 espécies conhecidas de golfinhos, dentre os de água salgada e água doce. A espécie mais comum é a Delphinus delphis.
São nadadores privilegiados, às vezes, saltam até cinco metros acima da água, podem nadar a uma velocidade de até 40 km/h e mergulhar a grandes profundidades. Sua alimentação consiste basicamente de peixes e lulas. Podem viver de 25 a 30 anos e dão à luz a um filhote de cada vez. Vivem em grupos, são animais sociáveis, tanto entre eles, como com outros animais e humanos.
Sua excelente inteligência é motivo de muitos estudos por parte dos cientistas. Em cativeiro é possível treiná-los para executarem grande variedade de tarefas, algumas de grande complexidade. São extremamente brincalhões, pois nenhum animal, exceto o homem, tem uma variedade tão grande de comportamentos que não estejam diretamente ligados às atividades biológicas básicas, como alimentação e reprodução. Possuem o extraordinário sentido de ecolocalização ou biosonar ou ainda orientação por ecos, que utilizam para nadar por entre obstáculos ou para caçar suas presas.
O habitat de 33 espécies de golfinho é na água salgada, perto da costa ou no mar aberto. Porém 5 espécies vivem em rios e lagos, como o Boto da Amazônia. Alguns, de água doce, vivem no encontro da água doce com a salgada

quinta-feira, maio 01, 2008

Neste Dia Para ti...amigo


Neste dia 1º de Maio,do trabalhador e de saudades,deixo aqui uma pequena prenda de amizade,para quantos deixaram as suas palavras,pela luta por uma vida melhor,com esperança solidariedade,pelos que não tem emprego que se vê a braços com a família para sustentar,e por ti nos dias que não ponhas os cravos na lapela mas arranjavas uma rosa no quintal da vizinha para colocar. Mas ali ao lado estava o bufo a espreita da derrapagem do instante,onde estiveres sabes disso era pequena,mas tenho nos olhos a imagem,e a memória permaneçe.
Para estes amigos,que fazem parte deste espaço e onde eles permaneçem num cantinho do coração,bem hajam pela força e pela sua coragem da data.


Rabiscado por Agulheta