segunda-feira, abril 14, 2008

Simone de Beauvoir


Simone Lucie-Ernestine-Marie Bertrand de Beauvoir, melhor conhecida como Simone de Beauvoir (Paris, 9 de Janeiro de 1908 — Paris, 14 de Abril de 1986), foi uma escritora, filosofa existencialista e feminista francesa. Ela escrevia romances, monografias sobre filosofia, política, sociedade, ensaios, biografias e escreveu uma autobiografia..
A mais velha de duas filhas de Georges de Beauvoir, um advogado, e Françoise Brasseur, Simone mais tarde optou por se livrar de suas origens burguesas. Sua primeira moradia em Paris foi no boulevar Raspail. Filha exemplar e aluna brilhante no Curso Désir, teve uma infância tranquila e marcada pela dedicação aos estudos.

Na escola, estava sempre em primeiro lugar, junto com a amiga Elizabeth Mabille ("Zaza"), com quem teve uma relação de muitos anos que foi abruptamente rompida com a morte precoce de Zaza. Simone narrou esse episódio de sua vida, posteriormente, em seu primeiro livro autobiográfico, Memórias de Uma Moça bem-comportada, em que critica os valores burgueses.

Conheceu Jean-Paul Sartre na Sorbonne, no ano de 1929, e logo uniu-se estreitamente ao filósofo e a seu círculo, criando entre eles uma relação polémica (foi uma relação "aberta", pois o casal tinha experiências amorosas com terceiros) e fecunda, que lhes permitiu compatibilizar suas liberdades individuais com sua vida em conjunto.

Foi professora de filosofia até 1943 em escolas de diferentes localidades francesas, como Ruão e Marselha.

As suas obras oferecem uma visão sumamente reveladora de sua vida e de seu tempo.

Em seu primeiro romance, A convidada (1943), explorou os dilemas existencialistas da liberdade, da acção e da responsabilidade individual, temas que abordou igualmente em romances posteriores como O sangue dos outros (1944) e Os mandarins (1954), obra pela qual recebeu o Prémio Goncourt e que é considerada a sua obra-prima.

As teses existencialistas, segundo as quais cada pessoa é responsável por si própria, introduzem-se também em uma série de quatro obras autobiográficas, além de Memórias de uma moça bem-comportada (1958), destacam-se A força das coisas (1963) e Tudo dito e feito (1972).

Entre seus ensaios críticos cabe destacar O Segundo Sexo (1949), uma profunda análise sobre o papel das mulheres na sociedade; A velhice (1970), sobre o processo de envelhecimento, onde teceu críticas apaixonadas sobre a atitude da sociedade para com os anciãos; e A cerimonia do adeus (1981), onde evocou a figura de seu companheiro de tantos anos, Sartre.

Fonte Wikipédia

Rabiscado por Agulheta

5 comentários:

SILÊNCIO CULPADO disse...

Agulheta
Simone de Beauvoir e Jean Paul Sartre foram grandes referências na minha adolescência(eu que era louca por leituras). Leituras estas que, antes do 25 de Abril, tinham um significado único.
Ainda hoje são grandes referências mas, lidos naqueles tempos, o sabor era outro.
Abraço

Agulheta disse...

Olá Lídia.
Pois era miuda e ouvia os meus pais falarem desta senhora,e li alguma coisa sobre a mesma,sei que lutou pelos direitso das mulheres,foi um pouco activista a sua maneira,creio.
Beijinho Lisa

Carminda Pinho disse...

Uma mulher que à sua maneira revolucionou as mentes naquela época.
Simone de Beauvoir e Sartre ainda hoje são citados como exemplos de evolução.

Beijos

Agulheta disse...

Carminda.
Agradeço a visita,sobre somone de Beauvoir,,se calhar na altura era realmente foi activista a sua maneira,sem dúvida.
Beijinho de amizade Lisa

Sophiamar disse...

Simone de Beauvoir e Jean Paul Sartre, um casal referência da juventude dos anos sessenta.
Um excelente post.

Beijinhossss